sexta-feira, 20 de julho de 2007
Vocalista do U2 e sócios vão investir na empresa Palm
O fundo de investimentos criado pelo vocalista do U2, Bono Vox, comprou uma fatia de 25% na empresa Palm, que fabrica computadores de mão e smartphones, entre outros produtos. Bono é um dos fundadores do Elevation Partners, um fundo que administra recursos de terceiros e investe o dinheiro comprando participações em empresas. O nome do grupo é baseado em uma das músicas da banda U2 ("Elevation", do álbum "All that you can leave behind). Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (4), as empresas informam que o objetivo do negócio é injetar dinheiro na Palm (serão US$ 325 milhões), para que a empresa possa avançar no mercado de computadores de mão e smartphones. Dois sócios de Bono, que também fazem parte do Elevation, vão participar do conselho de administração da Palm.
Império do U2
O Elevation é apenas um dos muitos negócios que envolvem o vocalista e líder do U2. O fundo tem como objetivo investir em negócios de mídia e entretenimento. E possui mais de US$ 2 bilhões em caixa para fazer isso. O império de Bono inclui ainda um hotel, uma marca de roupas e uma cadeia de restaurantes. Junto com os outros três membros da banda, ele também possui participações em 15 companhias, o que inclui agências de venda de entradas para shows e produtoras de disco. Além de sua expressiva participação no mundo dos negócios, o U2 também é uma das poucas bandas que possuem os direitos sobre suas próprias músicas (algo que nem mesmo os Beatles conseguiram).
Celular armazena guia turístico personalizado
Segundo a publicação “Technology Review”, a HP tem desenvolvido suas aplicações há cinco anos. O que torna o mscapes novo é a possibilidade de dar a uma grande quantidade de pessoas acesso ao software de pesquisa e permissão para criar, modificar e compartilhar seu trabalho com outros usuários. Com o guia personalizado, texto, vídeo ou figuras poderiam aparecer na tela do equipamento quando a pessoa chegasse ao ponto de interesse –- por exemplo, quando em frente a um restaurante, o GPS identificaria a posição e mostraria uma foto do dono do aparelho no lugar, comentários sobre a comida e instruções para caminhos próximos.
O software funciona em telefones com Windows Mobile 5.0 -- ou versões posteriores -- e é restrito à resolução do sensor de GPS. Por isso, alerta Stenton, as pessoas devem ter em mente a limitação do aparelho quando desenvolverem uma aplicação com o software. Ele admite que ainda há alguns problemas para a integração dos sensores e do sistema –- mas no futuro, espera as versões poderão utilizar bluetooth, sensores infra-vermelhos e outras tecnologias sem fio. Ele espera que as futuras gerações permitam, por exemplo, que as pessoas transformem sua rotina de exercícios em jogos, compartilhando-os com amigos e formando uma base para colaboração e competições.
Celular ‘faz tudo’ decreta morte do palm
Durante anos ele prometeu ser seu “faz tudo” digital. O Assistente Pessoal Digital, ou “PDA” para os íntimos, no entanto, levou uma rasteira e outro aparelhinho parece que vai assumir seu lugar no futuro da convergência tecnológica: o celular. Com cada vez mais funcionalidades no telefone portátil, fica a pergunta: o PDA vai morrer? Para analistas do setor, sim. A morte do PDA será lenta, mas já está em curso.
“O celular é o hardware que foi escolhido pela maioria da população para a era da convergência”, afirmou ao G1 o consultor Ivair Rodrigues. “É uma tendência praticamente irreversível”, diz ele.
O futuro negro dos computadores de mão já começa a ser sentido no mercado. Rumores de uma venda da principal fabricante de aparelhos do tipo, a Palm, já tomam conta do mercado há algumas semanas. Os possíveis compradores? Exatamente duas das maiores empresas de telefonia do mundo: a Nokia e a Motorola. Segundo Ivair Rodrigues, duas características principais levaram à vitória dos celulares sobre os PDAs. A primeira é o preço. A segunda, o tamanho.
“As pessoas querem aparelhos cada vez menores, que ocupem pouco espaço. Por que eu vou ter um aparelho de som enorme se eu posso ter um iPod, que conectado a uma caixinha de som tem a mesma qualidade? Por que comprar uma câmera digital, se consigo comprar por um preço justo um celular que tira fotos de qualidade razoável?”, explica. “O aparelho que conseguisse unir o maior número de funções, no tamanho mais compacto, com o melhor preço primeiro ganharia a corrida. E quem ganhou foi o celular, não o PDA”, diz ele. O vice-presidente da Palm no Brasil, Alexandre Sjapiro, concorda, mas nem tanto. Segundo ele, a empresa -- que fabrica tanto PDAs quanto telefones multifuncionais, os chamados “smartphones” -- não encara o futuro de seu filho preferido com tanto pessimismo. “Não é que [o mercado dos PDAs] está declinando. Na verdade, é o volume dos smartphones que está tendo uma explosão avassaladora. Mês a mês estamos batendo recordes de venda e de produção no Brasil,” diz ele. A Palm possui no país cerca de 2 milhões de PDAs em circulação, segundo dados da própria empresa. O mercado dos celulares multifuncionais, no entanto, é cerca de dez vezes maior. “Tenho uma teoria de que todo usuário de telefone pós-pago hoje é um potencial usuário de smartphones. É um público de 20 milhões de usuários contra os 2 milhões do PDA,” afirma o vice-presidente. A Palm nega que tenha investido no segmento dos celulares multifuncionais para fugir do barco furado dos PDAs. “Na verdade, acredito que a empresa foi visionária ao ver que a categoria smartphone é muito maior que a categoria PDA. A Palm investiu nisso há quatro anos. Nessa época ninguém falava em queda de vendas dos PDAs”, diz Sjapiro.
Outra fabricante, a HP, discorda totalmente do iminente fim dos computadores de mão. Para eles, o movimento é exatamente o contrário. “O que estamos sentindo no mercado é que muitas empresas e muitos profissionais liberais têm migrado sua agenda e seu telefone celular para o PDA”, diz Frederico D’Ávila, gerente de produtos de mobilidade da empresa.
Aniquilação total?
Do jeito que vai, parece difícil que o PDA assuma a posição de favorito dos usuários. Mas Ivair Rodrigues alerta que a tendência "praticamente irreversível" não é "totalmente irreversível." "Essa é a grande maravilha da indústria digital. Há sempre um mundo novo a ser explorado. Os PDAs podem apresentar uma nova função, inédita, que vire esse jogo," diz ele. O vice-presidente da Palm diz que essa é exatamente a estratégia para manter os Palms no mercado. "A categoria precisa estar sempre se reinventando. Vamos apostar em coisas novas como disco rígido, telas grandes, wifi," diz Alexandre Sjapiro. “Na nossa visão, os PDAs vão continuar existindo nos próximos 5 ou 10 anos," afirma.